Secamente, definitivamente, eu não fazia parte daquilo. (...) Por razões que não sei explicar; e nem precisariam tentar ser explicadas porque eram e, pior, continuam sendo completamente indiscutíveis. Eu não fazia parte, e pronto.

quarta-feira, novembro 3

A mais profunda ferida.

Parei pra pensar e analisar. Estou tão ferido. Ferido por pessoas,por tentativas frustradas de amor,por amigos que se foram sem ao menos dizer adeus,e por ideais não aprovados.

Hoje,aconteceu algo que me deixou muito triste,o fato em si não é algo extraordinario.Mas talvez pelo fato de eu estar quase transbordando teve um impacto maior.
Já de tarde,levantei de minha cama onde assistia filme,e fui de encontro com minha mãe.E ela só de me olhar,começou a meio que se estressar.Tipo quando alguém se estressa só pela presença do outro e eu acho isso até normal,se não fosse pelo detalhe de ser a minha mãe.

Direto ao ponto: Venho percebendo que as vezes não sou muito bem vindo aqui dentro de casa. Parece exagero e talvez até seja,mas eu consigo ver isso. Minha mãe consegue achar defeitos em mim que nem eu mesmo sabia que existia. Em outra ocasião,estávamos conversando sobre faculdade -e eu sabia que não iria terminar bem- e ela em um ato muito encorajador me dic que ano que vem eu provavelmente estaria trabalhando em um serviço de peão.
Fico espantado na capacidade dela em me dar apoio,não somente nesse setor mas em tantos outros da minha vida. Me sinto triste por ter que aguentar tudo calado,as vezes me vem palavras tão estúpidas e eu simplesmente as engulo em sinal de respeito por alguém que não tem o mesmo por mim.
Não que eu não a ame,amo sim. Mas confesso que esse sentimento já foi maior em um determinado ponto da minha vida. Me lembro como há algum tempo atrás,tudo que acontecia na minha vida era motivo de correr para conta a ela (o que não ocorre hoje). Sinto falta dela como uma amiga perto de mim,em que pudesse me abrir totalmente e quando estivesse triste,pedir colo sabe?
Como sinto falta de um colo,de um beijo carinhoso e de sentir o perfume dela. É estranho como pessoas que estão tão próximas podem ficar tão distante de certa forma.E mais estranho ainda é essa pessoa ser minha progenitora,minha educadora. Educação essa que vem se tornando cada dia mais rígida,mas que ao olhos dos outros me fez alguém super educado.

Mãe,eu sinto tua falta,apesar de você estar ao cómodo ao lado,apesar de nos encontrarmos todos os dias,sinto muito a sua falta. Falta de quando éramos eu e você caminhando e conversando sobre tudo,sem condenação. Eu te peço desculpas,sinceras,por estar sempre e sempre te decepcionando e te deixando irritada. Quem sabe se parássemos por um momento se quer de nossas vidas e pudéssemos olhar de frente,um para o outro,sem rancor nem mágoa.Talvez nossos problemas se reduziriam consideravelmente,ou se você acreditasse em mim e em quando eu te digo "sinto muito".Seus abraços me fazem tanta falta,confesso que penso em colocar os meus braços em sua volta,mas algo me impede de certa maneira. Talvez seja porque na vez que eu tentei fazer isso,você achou que eu queria algo em troca. E quando tento dizer o que sinto a você,o que eu estou passando e todos os problemas que talvez só existam na minha cabeça,ah mãe,me dói tanto ouvir que é tudo drama.Sinto falta de quando a única maneira que você me chamava era pelo apelido criado por ti e que somente você sabia.
Eu sinto muito,por essa distancia enorme que nos separa,mesmo essa sendo emocional.Sinto muito por ter te magoado tanto,mas saiba que fiz tudo como forma de defesa. Sinto muito.

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